
A vacinação é, sem dúvida, um dos maiores triunfos da medicina moderna e desempenha um papel absolutamente vital na proteção da saúde pública em Moçambique. Longe de ser apenas um “piquete” na infância, é uma estratégia poderosa que nos protege a todos, fortalecendo a nossa comunidade contra doenças devastadoras.
Em Moçambique, onde os desafios de saúde persistem, a vacinação de rotina contra doenças como o sarampo, a poliomielite, a tuberculose (BCG) e, mais recentemente, a COVID-19, não é apenas uma recomendação, mas sim um imperativo nacional. Estas vacinas atuam como um escudo invisível. Individualmente, evitam que uma criança sofra as consequências incapacitantes ou fatais de uma infeção. Coletivamente, criam o que chamamos de imunidade de grupo.

A imunidade de grupo é crucial num país com áreas rurais de difícil acesso. Quando a maioria da população está vacinada, a doença não consegue propagar-se facilmente, protegendo assim aqueles que, por motivos médicos (como bebés muito pequenos ou pessoas com o sistema imunitário comprometido), não podem ser vacinados. É um ato de solidariedade.
É fundamental que as famílias moçambicanas continuem a procurar os serviços de saúde para garantir que os seus filhos e filhas completam o calendário nacional de vacinação. O acesso a estes programas, muitas vezes gratuitos e apoiados por parceiros internacionais, deve ser valorizado. Um bebé vacinado hoje é um adulto saudável e produtivo amanhã.
Em suma, a vacinação em Moçambique é mais do que prevenção; é um investimento no nosso futuro, na força da nossa força de trabalho e na redução da mortalidade infantil. É a chave para um país mais saudável e próspero. Não deixemos que a desinformação comprometa décadas de progresso: vacinar é proteger.
